quinta-feira, 24 de março de 2011

Reconhecimento das mulheres antes de 08 de março



As filhas de Zelofeade foram dignamente reconhecidas antes de 08 de março

“As filhas de Zelofeade falam o que é justo; certamente lhes darás possessão de herança entre os irmãos de seu pai; e a herança de seu pai farás passar a elas.” Números 27:11

         Finda  o mês de março, mas ainda retumbam em nossos ouvidos as palavras, as frases, os temas e as mensagens voltadas para o Dia Internacional da Mulher: Lutas e Conquistas; A mulher na vida social do mundo; Entre a carreira e família; Movimentos feministas;  Mais dignidade às mulheres; Mulher que chora; Mulher que sonha; Mulher que ama incondicionalmente. As lojas usaram de todos os artifícios para atrair suas clientes, homenageando-as com rosas e perfumes, brindes e chás. Tudo isso porque a História recente mostra  essa data, 08 de março,  como uma homenagem a 130 mulheres que em 1857 morreram queimadas ao reivindicarem a redução de um horário de trabalho de 16 para 10 horas. Pedido justo, mas que foi recebido com violência e agressividade pelos patrões, os quais não cederam ao solicitado e trancaram  o prédio, no qual essas mulheres se encontravam e atearam fogo para fazê-las calarem. Desde 1910, este episódio passou a ser lembrado, nas escolas, nas igrejas, nos meios de comunicação, como uma forma de chamar a atenção da sociedade para o papel e a dignidade da mulher.
         Porém ao estudar esse acontecimento histórico, vemos o quanto as mulheres são valorizadas e reconhecidas por nosso Deus, muito antes de qualquer 1910: desde o princípio encontramos na Palavra de Deus mensagens de valorização à mulher, histórias e fatos bíblicos  que mostram o quanto somos dignas de honra, merecemos ser ouvidas e sempre tivemos  valor para Deus, e Ele sempre nos honrou perante o sexo oposto e perante a sociedade. E dentre tantas histórias, algumas nos passam despercebidas, entre elas uma de qual não podemos mais nos esquecer: A história das cinco filhas de Zelofeade que foram a Moisés reivindicar algo que lhes era de direito, mas que a lei não havia reconhecido.
          Macla, Noa, Tirza, Hogla e Milca eram seus nomes. E chegaram as filhas de Zelofeade, filho de Hefer, filho de Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés, entre as famílias de Manassés, filho de José; e estes são os nomes delas; Macla, Noa, Hogla, Milca, e Tirza;”.  Essas  cinco mulheres, cujo pai  fora um homem de grande reputação entre a família de Manasses, viveram no tempo de Moisés, quando as terras foram divididas  entre as tribos. “Todavia a terra se repartirá por sortes; segundo os nomes das tribos de seus pais a herdarão.” Mas aconteceu que Zelofeade, o pai, veio a falecer antes de o povo hebreu entrar na terra prometida, e as mulheres solteiras e ainda jovens, ficaram órfãs. Consequentemente, pela lei mosaica não poderiam herdar parte da terra que era de seu pai. A lei era clara em determinar que  quando o pai de família viesse a morrer, seus filhos homens herdariam a terra, ficando  maior parte com o primogênito. Caso não tivesse filhos, a herança seria divida entre os irmãos do falecido.
         Conhecendo que o direito de posse da terra  passaria aos seus tios, e preocupadas em como se sustentariam até  o casamento, as  cinco se uniram, e numa ação imediata,  tomaram coragem e  foram falar com Moisés e com Eleazar , a fim de que pudessem ter elas mesmas o direito sobre a terra, e disseram:”Nosso pai morreu no deserto, e não estava entre os que se congregaram contra o SENHOR no grupo de Coré; mas morreu no seu próprio pecado, e não teve filhos. Por que se tiraria o nome de nosso pai do meio da sua família, porquanto não teve filhos? Dá-nos possessão entre os irmãos de nosso pai.” Moisés levou a causa dessas mulheres a Deus, e este respondeu: As filhas de Zelofeade falam o que é justo; certamente lhes darás possessão de herança entre os irmãos de seu pai; e a herança de seu pai farás passar a elas. E assim, as cinco, Macla, Noa, Tirza, Hogla e Milca, com a atitude de coragem em lutar pelo que era justo,  conquistaram o que lhes era de direito.
         Na continuação dessa história, encontramos condições que foram impostas a essas mulheres, a fim de que a terra permanecesse com elas: todas deveriam se casar com homens da mesma tribo,caso contrário,perderiam o direito conferido por Deus a elas.   Aprendemos lições maravilhosas com essa história:
         Quando nos unimos e levamos a Deus nossas petições somos atendidas, porque ele conhece as nossas necessidades.
         O Senhor não ateará fogo a fim de que nossas vozes se calem.
         Se falamos o que é justo , nossas reivindicações são atendidas pelo nosso Deus.         Mesmo sozinhas, sem alguém para nos proteger, sem um esposo, sem um filho, sem um pai, Deus não nos abandona.
         Se queremos herdar aquilo que nos é de direito, as lei de Deus se sobressaem às do homem.
         Temos que ser inteligentes: quando conquistamos algo da parte de Deus, temos que ser fiéis, manter a união e não quebrar jamais nosso pacto com o Senhor,  a fim de que as promessas se cumpram por completo em nossas vidas.
         Por isso, enquanto o mundo secular ergue a bandeira conclamando as mulheres para que se unam a fim de lutar por seus direitos e por mais dignidade, nós sempre estamos unidas na mesma fé e , assim como as cinco filhas de Zelofeade, já temos da parte de Deus nosso digno reconhecimento muito antes de 08 de março. Continuemos sempre unidas e falando sempre o que é justo, para conquistarmos o que parece impossível aos olhos humanos.

Um comentário:

  1. Estou alegre por encontrar blogs como o seu, ao ler algumas coisas,reparei que tem aqui um bom blog, feito com carinho.Posso dizer que gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns, decerto que virei aqui mais vezes.
    Sou António Batalha.
    Que lhe deseja muitas felicidade e saúde em toda a sua casa.
    PS.Se desejar visite O Peregrino E Servo, e se o desejar siga, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.
    http://peregrinoeservoantoniobatalha.blogspot.pt/

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